volkan olmez wESKMSgZJDo unsplash - "Em 9 meses me senti respeitada apenas na última semana de gestação" - História real

O relato da seguidora Daniela Tavares e o seu drama durante a gestação.

“Minha Manuela veio de surpresa e então começou a minha saga atrás de um profissional para acompanhar minha gestação.

Então eu fui na primeira consulta com o médico que fez os dois partos da minha irmã mais velha, pois ele é famoso na minha cidade e tem muitaaaas pacientes e uma carreira de dar inveja.

Já na primeira consulta, fui maltratada pela equipe de recepcionistas.

Elas nem olharam na minha cara, muito menos me pesaram ou mediram minha pressão (isso que a primeira consulta eu paguei particular, depois continuei pelo plano de saúde).

Esperei 1 hora sentada, perdi um compromisso, entrei no consultório o médico perguntou o que eu queria e eu falei que queria iniciar o pré-natal. Então, ele disse que primeiro precisava ter certeza se eu está a grávida, pois eu descobri com 5 semanas.

Ele pediu para eu deitar, que ele iria fazer uma ultrassom. Eu não consegui ver nada no exame, mas ele confirmou e eu achei que era normal não ver nada pois eu não sou médica.

Ainda nessa consulta, o médico me pediu vários exames e me receitou várias vitaminas, gastei quase R$ 200,00 (duzentos reais) em remédios que ele me receitou.

Continuei o pré natal e todas as consultas eu esperava cerca de 1 hora, 1 hora e meia para ser atendida e quando era atendida sempre era uma conversa de poucas palavras, mal dava tempo de lembrar das minhas dúvidas e no fim eu acabava tirando minhas dúvidas na internet, toda consulta ele fazia ultrassom e nunca via nada, mas nas ultrassons que ele me pedia fora eu via toda minha bebê e conseguia definir o que era o bebê nas imagens.

Meu marido não gostou do médico desde o princípio e eu era a única a defender e querer continuar.

Um tempo depois, com 6 meses de gestação, ele disse que eu estava com pré eclâmpsia e me afastou das minhas atividades profissionais.

Porém, em nenhum momento me pediu exame de glicose.

Em outro episódio, minha consulta era as 17:00 e as 16:30 eu estava a caminho recebi uma ligação da recepcionista dizendo que tinha que remarcar a consulta, pois o médico tinha ido embora. Eu fiquei muito brava mas voltei pra casa e fui no outro dia marcado.

Então, surgiu a hora de decidir se eu queria parto normal ou cesárea, comentei com ele e ele me mandou conversar sobre valores com a instrumentista dele.

Fui em outro dia conversar com a tal instrumentista e outra vez fiquei esperando 1 hora e 15 minutos, pois a moça não podia me passar informações pelo aplicativo, tinha que ser pessoalmente.

Dessa forma, ela me passou que meu plano não cobria a cesárea, se eu quisesse aquele médico, então eu teria que pagar por fora R$ 3.200,00 (três mil e duzentos reais) à vista na última consulta antes do nascimento.

Depois de muita conversa com meu marido eu decidi fazer a cesárea e marquei para dia 07/08/2019.

Com 37 semanas (no último mês temos que ir toda semana para o médico avaliar), fui em uma consulta semanal e o médico me assustou dizendo que minha filha tinha perdido peso e que eu estava perdendo líquido e que talvez teria que fazer a cesárea naquela noite mesmo.

Essas conclusões ele tirou com a medição que fez no aparelho de ultrassom dele, então eu fiquei desesperada fazer a ultrassom de urgência que ele pediu.

Porém, qual não foi a minha surpresa, que o resultado do exame apontou que estava tudo certo.

Minha filha estava na medida correta para a idade gestacional e meu líquido estava normal e mais uma surpresa, eu não tinha pré eclâmpsia, era apenas uma alteração em uma das artérias, então não passava de apenas uma suspeita.

Pois bem, que nessa noite ele foi viajar com a família e ficou 1 semana fora.

Nesse ínterim, conversando com a instrumentista sobre a cesárea, ela me pediu uns documentos e eu falei que não tinha como levar naquele dia pois estava sem meu carro, assim, mandei foto para ela ir adiantando. Dentre esses documentos, estava a guia do plano de saúde.

Quando eu fui tirar a foto para enviar pra ela, percebi que ela pediu autorização para 2 cesáreas. Então, eu perguntei o porquê disso e aí começou uma sessão torturante.

Ela disse que não ia explicar pois tinha me explicado pessoalmente e não ia perder tempo explicando por mensagem.

Eu insisti pedindo explicação, pois seria descontando na folha de pagamento do marido 2 césareas e teríamos que pagar + 3.200,00 em dinheiro. Pelo amor de Deus quem tem esse dinheiro sobrando?

Então, ela simplesmente desmarcou minha cesárea, eu que estava com 37 semanas e 5 dias, e disse que o médico mandou desmarcar.

No mesmo momento eu liguei para o médico e ele estava no aeroporto e não sabia do que eu estava falando. Depois disso tudo eu resolvi não voltar mais lá, pois me senti desrespeitada, lesada, entrei em desespero, quase entrei em trabalho de parto de tanto chorar.

Meu marido me acalmou e comecei a procurar outro médico, não tinha tempo de escolher e fui na médica do plano que tinha 1 consulta disponível.

Eu fui, expliquei tudo que aconteceu, ela me atendeu e disse que cuidaria de mim e da minha bebê, aquilo me confortou.

Pois bem ela revirando meus exames, me perguntou onde estava meu exame de glicose e eu disse que não tinha porque o médico não me pediu.

Ela pediu um de urgência e disse que não era por mim e sim pela minha bebê, pois ela achava que eu estava com diabete gestacional e agora, no final da gestação, era difícil reverter, porém isso ajudaria a tratar o bebê depois que nascer.

Marcamos a cesárea, mantemos a data dia 07/08, entretanto, no dia 04 o tampão mucoso desceu e dia 05 fui para o hospital, pois minha médica estava de plantão.

Minha médica me internou pois estava com contrações, fui internada 10:30 e minha filha nasceu 11:26.

Eu vi a médica 2 vezes, na consulta anterior, onde conheci ela, e no dia do parto. Mas eu faria tudo para voltar no tempo e fazer todo o acompanhamento com ela, viramos amigas, ela é maravilhosa.

No final das contas eu fui diagnosticada com diabetes gestacional e minha bebê teve que fazer exames de glicose (furinho no pé) de 4 em 4 horas para controlar a glicemia.

Hoje minha bebê tem 2 meses, saudável, linda e é meu grudinho.

Essa é a história da gestação da minha Manuela. Em 9 meses me senti respeitada apenas na última semana de gestação.”

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